MORTE: ORGANIZE-SE
Nestes vinte anos como dirigente de fundo de pensão presenciei muitas situações difíceis envolvendo os dependentes, participantes e assistidos, mas, o momento mais complicado é sempre no evento morte. Percebo que os parentes e ou dependentes do falecido ficam sem ação perante a tantas decisões que precisam ser tomadas num curto espaço de tempo, aliada a condição de dor com a perda de uma pessoa querida.
Normalmente não pensamos na morte, pois estamos realizando nossos projetos de vida e a morte seria o fim, mas sendo pragmático deveríamos pensar de vez em quando e tomar medidas para minimizar o sofrimento daqueles que ficam. Pensando nisto, listo algumas ações de planejamento e prevenção que precisamos realizar. Seguem algumas delas:
- plano funeral: no momento da morte as pessoas não estão emocionalmente preparadas para ficar a procura de fornecedores e ou avaliar a qualidade dos itens de um funeral, defina e compre um plano funeral que você ache adequado, hoje existem muitas formas de pagamentos, inclusive mensais;
- seguro de vida: faça um seguro e deixe para o cônjuge, filhos ou pessoas que você quer proteger. Se tiver dependente menor de idade ou incapaz o ideal é fazer um seguro equivalente a no mínimo o valor da sua renda anual;
- conta corrente: abra uma conta corrente conjunta com o cônjuge, filho (a) e ou pessoa de sua confiança, para que ela possa ter acesso aos seus recursos, pois caso contrario os valores irão para o inventário;
- previdência privada: defina os seus beneficiários periodicamente, muitas vezes esquecemos de atualizar e acabamos causando problemas para os dependentes;
- INSS: mantenha suas contribuições em dia, lembre-se que aqueles que começaram a contribuir antes de 1999 o calculo terá como base as contribuições desde 1994. Outro ponto importante é que o cônjuge com menos de 44 anos a renda será temporária;
- plano de saúde: verifique como ficará seu plano de saúde para os dependentes no momento da morte e decida qual o modelo que você quer deixar;
- documentos dos bens: mantenha os bens adequados à legislação, pois num eventual inventário pode complicar para os beneficiários, importante ressaltar que neste momento haverá despesas com o ITCMD, que dependendo do estado pode chegar a 8%;
- “eu morto”: faça um documento aonde você orienta as pessoas, sobre tudo, no caso do falecimento, por exemplo: detalhes da apólice do seguro de vida, plano funeral, senhas do computador, lista dos bens e aonde se encontram os documentos, etc. Este documento tem que ser de fácil acesso.
Se fizermos isto estaremos minimizando os problemas para as pessoas que ficam, numa hora emocionalmente desfavorável, independente do momento que vivemos.
Arnaldo Serighelli


